Ministério da Cultura e Editora ABC Projetos Culturais apresentam:

Lucas Benatti

Maringaense “pé-vermelho”, Lucas define sua trajetória pela combinação entre a praticidade de capricórnio e a curiosidade de gêmeos. Aos 30 anos, ele carrega uma formação sólida e multifacetada: graduado em Artes Visuais e Pedagogia, mestre e doutor em Educação pela Universidade Estadual de Maringá. Para Lucas, a escolha pelas Artes Visuais foi um desdobramento natural de seu fascínio pelas imagens, que ele considera o alicerce de sua produção textual. Ele defende que a nossa relação com o mundo começa pelo desenho e pela visualidade, muito antes de dominarmos a escrita formal.

Diferente de muitos acadêmicos que buscam outros centros, Lucas escolheu fincar raízes em sua cidade natal. Sua produção intelectual é profundamente ligada à cultura paranaense, embora ele a veja menos como uma “bandeira” e mais como um campo de pesquisa sobre a produção de sentidos. Como pesquisador dos Estudos Culturais, ele investiga como as artes visuais e a história do Paraná moldam a nossa percepção da realidade e as nossas relações interpessoais, mantendo parcerias constantes com artistas contemporâneos do estado.

Sua relação com a literatura é orgânica e avessa a listas de favoritos. Embora cite nomes como Domingos Pellegrini, Paulo Leminski e Helena Kolody como referências significativas, Lucas encara a arte como algo particular e momentâneo. Para ele, o interesse por um autor ou obra é fluido, variando conforme o momento da vida, o que reflete seu espírito inquieto e sua recusa em se prender a definições estáticas. Essa visão torna seu trabalho uma ponte constante entre o rigor acadêmico e a sensibilidade artística.

Atualmente, Benatti dedica-se a entender a cultura como uma prática viva que conduz a vida cotidiana. Através de seus artigos e projetos, ele busca decifrar como entendemos o mundo a partir das imagens que consumimos e criamos. Para este pesquisador maringaense, a educação e a arte não são campos isolados, mas ferramentas essenciais para a construção de significados em uma sociedade cada vez mais visual, onde o passado histórico do Paraná dialoga diretamente com as novas produções contemporâneas.