
Nascida em Ponta Delgada, nos Açores, Mónica mudou-se ainda bebê para o Brasil, país com o qual mantém maior identificação cultural, apesar de ter vivido em Portugal em dois períodos. Formada em Arquitetura, atuou na área por alguns anos, mas, após a pós-graduação em Metodologia do Ensino da Arte, migrou gradualmente para a docência, tornando-se professora no Ensino Superior. Também concluiu mestrado em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná, com pesquisa voltada às imagens de Curitiba na fotografia. Ao longo de sua trajetória, manteve uma relação constante com as artes visuais, tanto na prática quanto no campo acadêmico.
Ao longo da vida, morou em diferentes cidades, como Brasília, ainda na infância e adolescência, além de períodos em Ponta Delgada e em Paris, onde estudou em uma turma internacional. Durante a graduação, cursou os últimos anos na Faculdade Técnica de Lisboa, retornando a Curitiba após a conclusão do curso.
Profissionalmente, atuou como arquiteta por cerca de seis a sete anos e como professora de História da Arte por duas décadas. Desde 2017 dedica-se à ilustração, atividade que passou a exercer de forma integral a partir de 2020.
O interesse pela ilustração surgiu de uma trajetória anterior ligada ao desenho e à pintura. Em 2016, ao realizar uma exposição de aquarelas, foi convidada por um jornalista a ilustrar um livro de poemas. Sua afinidade com a literatura, cultivada desde a infância, reforçou esse caminho.
Para ela, a ilustração representa tanto uma possibilidade profissional quanto um exercício constante de criação. Envolve decisões expressivas — como escolher formas, cores e linguagens — em um processo que associa a criação artística à resolução de problemas visuais. É também uma fonte de realização pessoal, marcada pelo entusiasmo com o fazer cotidiano.